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Oficina Safety Intelligence

A ausência de uma cultura organizacional de tomada de decisão baseada em análise de dados e informações de safety pode tornar as decisões menos efetivas e eficientes. O problema decorre da escassez de informações bem como análise de decisões fragmentadas.

O Desafio

Foi realizada para definir o objetivo da startup e desenvolver um plano de voo que orientasse o desenvolvimento do MVP. O evento foi estruturado com o propósito de estabelecer as diretrizes iniciais do projeto, levando em consideração as prioridades e hipóteses levantadas durante as discussões. O foco principal foi criar uma base sólida que guiasse tanto a fase de construção do MVP quanto os incrementos subsequentes​.

A equipe

Elaine Venson e Glauco Vitor foram os facilitadores que conduziram a oficina, com o apoio de pesquisadores e estudantes do ITRAC. Ao longo dos dois dias de atividades, 11 funcionários de áreas diversas da ANAC participaram, contribuindo ativamente para o processo.

A oficina

A oficina de Safety Intelligence foi ministrada nos dias 17 e 18 de junho, presencialmente no Centro de Treinamento da ANAC, sendo a primeira dedicada ao tema. Os professores Elaine e Glauco, que conduziram a oficina, começaram apresentando a agenda dos dois dias. No primeiro dia, com o tema "Decolando rumo às jornadas do usuário", o foco esteve na elaboração da declaração do problema, definição da visão do produto, criação de personas e desenvolvimento das jornadas dos usuários. O segundo dia foi voltado ao "Pouso seguro no MVP e Flightplan (roadmap)", com o objetivo de identificar as funcionalidades essenciais do Safety Intelligence para o MVP e desenvolver um roadmap para os próximos passos do projeto. Elaine destacou a importância desse planejamento estratégico para assegurar o sucesso do projeto.

Destaques da Oficina

Dia 1: Manhã

Para fomentar um ambiente colaborativo, uma atividade de quebra-gelo foi realizada. Os participantes foram convidados a responder à pergunta: Quem ou o que é você na aviação?. Essa dinâmica permitiu que os participantes se conhecessem melhor, compartilhando suas áreas de atuação e interesses pessoais. Em seguida, a atividade Começando pelo Fim incentivou os participantes a visualizar o impacto desejado da startup, ajudando a alinhar as expectativas de todos os envolvidos. As perguntas utilizadas nessa atividade foram: Qual a razão de existir da startup? e Onde a startup quer estar daqui a seis meses, um ano ou até cinco anos?. Após isso, a atividade Enunciando o Problema foi conduzida para identificar os principais desafios que a startup enfrentaria, estabelecendo uma base sólida para compreender os problemas a serem resolvidos.

Dia 1: Tarde

No período da tarde, a oficina avançou para atividades centradas no entendimento do público-alvo. A Definição de Personas foi a primeira tarefa, onde os participantes criaram perfis detalhados de usuários potenciais, explorando suas necessidades, motivações e comportamentos. Posteriormente, os participantes mapearam as Jornadas de Usuários, identificando todas as etapas pelas quais os usuários passariam ao interagir com o produto, desde o primeiro contato até a resolução de suas necessidades. Essa análise ajudou a destacar pontos críticos e oportunidades de melhoria, fundamentais para o desenvolvimento do MVP.

Dia 2: Manhã

O segundo dia da oficina começou com uma recapitulação dos aprendizados do dia anterior, assegurando que todos os participantes estivessem alinhados antes de continuar. Em seguida, a dinâmica É, Não É, Faz, Não Faz ajudou a refinar o escopo do produto, definindo de maneira clara o que o MVP deveria e não deveria incluir. A Visão do Produto foi a atividade seguinte, onde os participantes colaboraram para criar uma visão compartilhada do produto final. A manhã foi concluída com um brainstorming de funcionalidades, onde ideias foram geradas e discutidas para definir quais recursos seriam essenciais para o MVP. A pergunta base para essa atividade foi: Quais funcionalidades devemos construir para atingir os objetivos do produto?.

Dia 2: Tarde

Na tarde do segundo dia, a oficina focou na Proposta do MVP, consolidando as ideias e funcionalidades discutidas anteriormente para definir o escopo mínimo necessário para validar o conceito da startup. Em seguida, a Hipótese do Negócio para o MVP foi formulada, com a pergunta-chave sendo: Que resultados serão alcançados com o MVP?. A atividade final foi a criação do Canvas MVP, um quadro visual que organizou todos os elementos essenciais do MVP, oferecendo uma visão clara e integrada do projeto.

O resultado

Ao final da oficina, chegou-se ao MVP de um produto direcionado à ASSOP que está alinhado ao problema e visão de produto para o Safety Intelligence.​

Os objetivos de longo prazo (sonhos) e a declaração do problema foram delineados no primeiro dia da oficina. A partir deles, no segundo dia, identificou-se que a visão do produto aponta para a construção de um ecossistema que seja capaz de estabelecer/sistematizar um fluxo integrado para geração e disponibilização de conhecimento de safety.​

Dada a amplitude da visão, buscou-se identificar um cenário inicial para o desenvolvimento de MVP para a startup, o que culminou com a sistematização da análise de indicadores SGSO pela ASSOP.​